Visão Turim
Um encontro mensal com nosso time sobre mercados e estratégias
O Visão Turim de outubro reuniu Fernando Verboonen (Sócio e Co-CIO), Guilherme Ferraioli (Sócio e Co-CIO) e Henrique Santos (Sócio e Head Portfolio Manager) para discutir a reprecificação dos juros globais, os sinais mais recentes da economia americana, os desdobramentos do primeiro turno das eleições brasileiras e seus impactos sobre os mercados locais.
Destaques:
• Cenário global: os juros globais passaram por uma nova reprecificação, em meio a níveis elevados de endividamento, pressões inflacionárias e maior oferta de dívida. Nos Estados Unidos, o petróleo entre US$ 90 e US$ 100 e os preços elevados do diesel também seguem no radar, enquanto as eleições de meio de mandato adicionam incerteza ao cenário fiscal e político.
• Estados Unidos: dados mais recentes de emprego, inflação e salários reduziram a urgência de uma nova alta de juros pelo Fed. A discussão sobre um novo ajuste passou a se concentrar na reunião de dezembro, enquanto a inteligência artificial segue sustentando parte relevante do desempenho dos índices de ações, ampliando a diferença entre empresas e setores.
• Brasil: a atividade econômica segue apresentando sinais graduais de desaceleração, com menor ritmo na concessão de crédito e na geração de empregos, além de alguma perda de força no varejo e na produção industrial. Ao mesmo tempo, as projeções de crescimento para 2027 vêm sendo revisadas para baixo, em um ambiente ainda marcado por juros elevados.
• Eleições e mercados locais: o resultado do primeiro turno alterou de forma relevante as expectativas para a disputa presidencial e levou a uma redução dos prêmios de risco nos ativos brasileiros. Bolsa, juros e câmbio responderam ao aumento das expectativas de um maior ajuste fiscal, movimento também acompanhado por uma entrada relevante de capital estrangeiro. Com o segundo turno ainda pela frente, o cenário permanece sujeito incertezas.
